| Os caminhos de Fayga Ostrower | Fayga Ostrower | Acasos e Criação Artística | Criatividade e Processos de Criação | Goya | A Grandeza Humana | A Sensibilidade do Intelecto | Universos da Arte | | ||||
|
A Grandeza Humana: Cinco Séculos, Cinco Gênios da Arte A Grandeza Humana: Cinco Séculos, Cinco Gênios da Arte - Editora Campus, RJ, lançado em 2003, 244 páginas, 173 ilustrações. Aguarde a próxima edição por uma nova editora! Sinopse Além de grande artista, Fayga era uma educadora. Constantemente esteve dedicada à socialização do saber. Indo além da mera constatação de que a eternidade das obras e dos artistas não depende exclusivamente da preservação em museus, Fayga dedicou-se a falar, mostrar, escrever, discutir, ensinar. Este livro tem na sua origem o seminário A Grandeza Humana: Cinco Séculos, Cinco Gigantes da Arte. Em cada encontro Fayga Ostrower abordava a obra de um grande artista, nesta ordem: Leonardo da Vinci, Rembrandt, Goya, Cézanne e Picasso. Muitas pessoas participaram deste seminário, pelo Brasil afora. O sucesso foi tanto que Fayga resolveu tomar o seminário como ponto de partida para um novo livro, estruturando-o do mesmo modo que aquele e com as mesmas preocupações. Chegou a redigir os ensaios sobre Leonardo da Vinci, Rembrandt e Goya. Quanto a Cézanne e Picasso, nada fez. Uma grave enfermidade abateu-a e logo depois a artista veio a falecer, em 13 de setembro de 2001. O plano do livro, no entanto, permaneceu vivo. Sua concretização foi possível porque, além dos textos prontos, havia fitas de vídeo com a gravação do seminário. Após sua transcrição, foi feito um trabalho de transposição do texto oral para o texto escrito. Em todos os ensaios, igualmente, o que se ouve é a artista-educadora dialogando apaixonadamente com a história, a filosofia, a história da arte, acrescentando-lhes com maestria e desassombro seu gosto, sua sensibilidade, sua experiência como artista. A Grandeza Humana - Apresentação de Eucanaã Ferraz Sobre este Livro Este volume de ensaios tem na sua origem o seminário A Grandeza Humana: Cinco Séculos, Cinco Gigantes da Arte, que teve lugar no Centro Cultural do Banco do Brasil – CCBB, Rio de Janeiro, em 1999. Num total de cinco encontros, Fayga Ostrower abordava em cada um deles a obra de um grande artista, nesta ordem: Leonardo da Vinci, Rembrandt, Goya, Cézanne e Picasso. Os encontros destinavam-se a um público amplo e heterogêneo e tinham como tema central, conforme o título, “a grandeza humana”. Partindo da constatação de que o mundo moderno atravessa uma crise moral e de valores, Fayga propunha-se refletir sobre os conflitos, dúvidas e incertezas vividos pela própria arte. Negando veementemente a confusão absurda entre “valor” e “preço”, apontava como valores humanos, entre outros, a generosidade, a dignidade, a ternura, a compaixão, a imaginação e a criatividade. Sem dúvida, expunha aí, com orgulho, uma visão humanista, que compreendia o potencial criador como um caminho de crescimento e enriquecimento espiritual. Adiante, Fayga resolveu tomar o seminário como ponto de partida para um novo livro, estruturando-o do mesmo modo que aquele e com as mesmas preocupações. Chegou a redigir os ensaios sobre Leonardo da Vinci, Rembrandt e Goya. Quanto ao primeiro, sentia-se um tanto insatisfeita, entendendo que faltara dar maior atenção ao Leonardo pesquisador, cientista, inventor. Quanto a Cézanne e Picasso, nada fez. Uma grave enfermidade abateu-a e logo depois a artista veio a falecer, em 13 de setembro de 2001. (...) Leia o texto na íntegraA Grandeza Humana - Picasso Picasso Picasso nasceu em Málaga, em 1881. O pai, José Ruiz Blasco, era pintor. Sua mãe chamava-se María Picasso y López.1 Desde muito cedo, Picasso manifestou grande talento, procurando imitar o pai, que também era professor de pintura. Depois de viverem em Málaga e no norte da Espanha, em La Coruña, seguiram para Barcelona, onde o pai de Picasso foi lecionar na Escola de Belas-Artes. Embora tivesse apenas quatorze anos, Picasso não apenas foi admitido no curso superior como demonstrou que já não tinha nada para aprender ali. Num gesto simbólico, seu pai, ao assumir a cadeira de pintura na academia de Barcelona, entregou os pincéis e a palheta ao filho, dizendo-lhe: “Agora, você vai pintar; eu não pinto mais.” De fato, ele já não tinha mais nada a ensinar ao jovem Pablo. Picasso ficou dois anos em Barcelona. Depois, com dezesseis anos, matriculou-se na academia San Fernando, em Madri. Na verdade, em vez de estudar, foi visitar os museus e caminhar pelas ruas de Madri. Dois anos depois, retornou a Barcelona. Na cidade, o Museu Picasso abriga hoje centenas de estudos desta época, deste Picasso jovem, adolescente ainda, mas já extremamente talentoso. São trabalhos acadêmicos mas incríveis, pois mostram um poder de observação fantástico. Em Senza y Calidad (ilustração 131), vê-se um médico em visita ao leito de uma mulher à beira da morte. O quadro é interessante porque Picasso o pintou quando tinha apenas dezesseis anos. (...) Leia o texto na íntegra |