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Acasos e Criação Artística Acasos e Criação Artística - Editora Campus, RJ, lançado em 1990, 312 páginas, 112 ilustrações. "Não existe criação artística sem acasos. Mas será que existem acasos na criação?" Partindo desta pergunta instigante, o presente livro apresenta um leque de questões interligadas a respeito dos processos criativos, entre outras: as potencialidades do indivíduo, a inspiração e o papel da intuição na percepção, a estrutura de formas, o crescimento e desenvolvimento de níveis de percepção nas crianças, a arte infantil, a expressividade da linguagem de computadores, a arte dos séculos XIX e XX. Ainda acompanhando a análise de estilos históricos e de artistas individuais, o texto também levanta perguntas tais como: por que tornou-se tão difícil para o público apreciar a arte produzida nos dias de hoje? Foi sempre assim? Existiriam critérios objetivos? Escrito em linguagem clara e acessível, o livro permite que o leitor participe ativamente no debate sobre as questões artísticas fundamentais. E também aprofunda seu prazer diante da beleza da arte. O texto é ilustrado por desenhos que exemplificam conceitos de percepção e de princípios estruturais, e por 112 reproduções (45 em cores) de obras de arte datando desde a Pré-história até a época atual. Em todas as obras, a análise da estrutura formal da imagem demonstra as correspondências que existem entre as formas visuais e seu conteúdo expressivo. Editora Campus Acasos e Criação Artística Prefácio O tema do presente livro - a criação artística - é tão amplo e complexo quanto o próprio viver. Não tenho a pretensão de alcançá-lo em sua magnitude, ou de saber as respostas (e muito menos teria receitas a dar). Mas penso que há certas perguntas que podem ser formuladas. Ainda que cada pergunta represente apenas um fio de uma imensa malha de inter-relações (nem havendo como determinar qual dos fios seria mais importante), no final, talvez, os vários fios venham a ser reunir novamente, permitindo às pessoas redimensionarem os seus problemas de viver-criar. O ponto de partida, aqui, é a noção de que não existe criação artística sem acasos. Mas será que existem acasos na criação? Os momentos intuitivos da inspiração ou as descobertas que fazemos durante o trabalho artístico e que apontam novos rumos, novas soluções, ocorrendo justamente quando delas precisamos - seriam meros acasos? Acasos-vivências-significados: eis o primeiro contexto para nossas perguntas (Capítulo I). Este se desdobra logo numa série de novos enfoques, abrangendo, além das potencialidades e motivações de cada um, os processos gerais e fundamentais da percepção e de formas de linguagem (Capítulos II e III). Como percebemos? Com formulamos nossos pensamentos e expressamos nossas emoções? Neste particular, é impressionante notar o quanto já qualquer "simples" ato de percepção corresponde, na sua estrutura, e dinâmica, a processos criativos. (...) Leia o texto na íntegra |